2026-08-04 15:48:51.0

Pesquisa premiada da UFSCar esclarece evolução de cactos brasileiros

Estudo desenvolvido no Campus Sorocaba foi destaque no Congresso Brasileiro de Biologia Evolutiva e recebeu dois prêmios

Uma pesquisa de iniciação científica desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) UFSCar, Campus Sorocaba, conquistou reconhecimento nacional ao receber duas premiações durante o II Congresso Brasileiro de Biologia Evolutiva (SBBE 2026), realizado entre os dias 15 e 17 de julho, em Belo Horizonte (MG). O trabalho foi eleito a melhor apresentação oral na sessão de Sistemática Evolutiva e também recebeu o reconhecimento de segunda melhor apresentação do congresso, considerando todas as áreas temáticas. 
A pesquisa foi desenvolvida pela estudante Mi Sviatek Ribeiro Rocha, do curso de bacharelado em Ciências Biológicas, no Laboratório de Diversidade Genética e Evolução (LAGEVol), sob orientação do professor Fernando de Faria Franco, do Departamento de Biologia (DBio-So), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 
O estudo busca responder a uma questão central da Biologia Evolutiva: como delimitar corretamente espécies que apresentam grande semelhança morfológica, mas podem representar linhagens evolutivas distintas? A pesquisa concentra-se em espécies do subgênero Mirabella, pertencente à família dos cactos (Cactaceae), grupo característico dos biomas Cerrado e Caatinga e reconhecido por sua importância ecológica e cultural.
Para investigar as relações evolutivas entre essas espécies, a pesquisa utiliza técnicas de sequenciamento genético de nova geração e uma abordagem filogenômica, envolvendo um painel com centenas de genes, permitindo reconstruir com maior precisão a história evolutiva dos cactos estudados. O trabalho analisa, em especial, as relações entre Cereus mirabella, Cereus albicaulis e Cereus alexbragae, espécies cuja classificação ainda é motivo de debate entre especialistas.
Além de testar se essas plantas representam espécies evolutivamente distintas, a pesquisa procura identificar possíveis linhagens intraespecíficas, contribuindo para uma compreensão mais precisa da diversificação dos cactos brasileiros. Os resultados poderão subsidiar estudos evolutivos futuros e oferecer informações importantes para estratégias de conservação da biodiversidade.
Segundo os pesquisadores, a correta delimitação de espécies é fundamental não apenas para compreender os processos evolutivos, mas também para orientar políticas de conservação, especialmente em grupos que passaram por processos rápidos de diversificação e cujas diferenças não podem ser identificadas apenas pela morfologia.
O reconhecimento obtido no II Congresso Brasileiro de Biologia Evolutiva evidencia a qualidade das pesquisas desenvolvidas no LAGEVol e reforça o papel da UFSCar na formação de novos pesquisadores e na produção de conhecimento científico de excelência nas áreas de evolução, sistemática e conservação da biodiversidade.
Contato para esta matéria: João Eduardo Justi  Telefone: (16) 981587168  
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Baseada no trabalho de www.comunicacao.ufscar.br
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